Homem de Ferro, a exaltação da Humanidade

Após assistir a Homem de Ferro 3 percebi que, ao contrário dos outros dois filmes, que ajudaram a construir uma “armadura” sobre Tony Stark, este fez todo o possível e o inimaginável para desconstruir a lenda sobre o homem.

Se percebermos bem, toda a narrativa pessoal de Tony Stark neste filme serviu para demonstrar que, ao contrário do que muitas pessoas acreditavam, a armadura não fazia de Tony Stark o herói que ele é. O fato dele sofrer stress pós traumático em relação ao ocorrido no filme “Os Vingadores” demonstra o quanto ele manteve o sangue frio e o bom humor frente a situação, mesmo estando destruído por dentro.

Levando isso ao outro extremo da trama, quero lembrar que não sou um grande leitor de Marvel, especialmente da nova safra, então não vou ser capaz de traçar paralelos entre os personagens da HQ e os do filme, mas encarando o Mandarin visto no filme, vimos mais uma realidade que se torna muito mais desagradável quando pensamos que ela é uma ameaça real: o bode expiatório.

Quando alguém quer fazer algo condenável e não quer que ninguém saiba, ou quando existe uma grande ameaça ao que chamamos de “status quo”, a sociedade se mobiliza toda para eliminar o foco, e isto, muito geralmente, acaba focalizado sobre uma pessoa ou grupo, que acabam “pagando o pato” e servindo daquilo que era chamado antigamente de “boi de piranha”.

Quantas vezes será que não aparecem “Mandarins” em nossa política, em nossos empregos, em nossas vidas tidas como comuns, e mais do que isso, quantas vezes nós não nos escondemos em nossas “armaduras de ferro”, canalizando todo o nosso ser em carreira, posses, estereótipos e estilos de vida que servem para angariar status, mas nos tornam prisioneiros de atitudes e conceitos que nos fazem infelizes e nos limitam.

Convido a todos a assistirem ao filme novamente, se atentando a um detalhe que devemos levar para nossas vidas: quantas vezes deixar a armadura para trás salvou a vida do Tony Stark neste filme? Por que será que Pepper Pots, após ter adquirido poderes especiais, desistiu deles e ainda convenceu Tony a destruir as armaduras, tirar os estilhaços do seu coração e, mesmo após toda essa descaracterização, ele ainda diz no fim do filme “eu sou o homem de ferro e ninguém nunca vai me tirar isso”.

Escritor, que vê o mundo de uma maneira especial e tenta transmitir essa visão aos outros, através de belas histórias.
“A história precisa ser vivida, antes de ser contada”

Facebook  

Comments

comments

Comente

DEIXE SEU COMENTÁRIO: